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Gentileza gera gentileza?

 Há muitos e muito anos (não contem, pelamor), eu fui estagiária e trabalhei no Banco Central, era meio que a secretária do Gerente. Ele era extremamente educado com tudo e com todos e muito admirado. Eu, no auge dos meus 20 anos, queria ser como ele, conquistar as pessoas com educação e simpatia, e como eu era inocente, achava que a pessoa que tratava os outros com carinho e respeito fizesse a diferença na maneira como você é vista. Volta para 2024 - mais de 20 anos depois - chego à conclusão de que, na verdade, isso não representa muita coisa - cordialidade e educação - continuo carregando esse aprendizado na vida, mas isso não quer dizer que as pessoas te veem ou te admiram por isso. O mundo e o comportamento humano mudaram bastante - as pessoas se tornaram extremamente egoístas e impessoais (minha opinião). Agora, que estou grávida de 7 meses e pego ônibus e metrô diariamente, vejo exemplo da falta de educação "a rodo" . As pessoas sentam nos assentos preferenciais e simp...

:: FINALMENTE ::

 Hoje foi a primeira vez que uma pessoa cedeu o lugar do banco preferencial para mim. Isso me fez acreditar que a educação e a bondade ainda existem (detalhe: estou de 29 semanas - uma barriga mais do que proeminente). Tinha um senhor que estava de pé no burburinho da parte da frente do coletivo - um senhor de idade, e ele ficou magoado pelo fato de a adolescente ter cedido o lugar preferencial para mim; eu percebi isso na troca de olhar que recebi dele, o olhar de "injustiçado", como se eu fosse menos digna do que ele...desta vez, não me solidarizei não - aproveitei a minha situação preferencial e sentei no meu tão desejado banco. Tenho sentido muitas dores, a barriga está bem grande e pesada, o desenvolvimento deste bebezinho está mais acelerado do que a Sophia. Tenho umas dores estranhas e intensas, está muito difícil de dormir, de achar uma posição na qual eu me sinta confortável....enfim, não importa o que o pobre senhor pense, dessa vez curti o meu benefício sem culpa.

Decisões difíceis

 Estava fazendo faculdade: minha terceira graduação - o curso é intimamente ligado a minha área de trabalho: Tecnologia em Transportes Terrestres na FATEC Tatuapé . Consegui terminar os 2 primeiros semestres (o curso tem 6 semestres + TG (Trabalho de Graduação)) - sem DP's e fiz amizades muito legais - e quem me conhece, sabe da dificuldade  "monstra" de fazer amizades, na verdade, não sei se o problema sou eu ou são as pessoas, mas isso é um fato na minha vida desde sempre. Não sei se foi a gravidez, a idade ou qualquer outra coisa, mas estou absolutamente sem nenhuma disposição de encarar o semestre (seria o terceiro) que já começou. Ensaiei ir até a faculdade, até fui em um único dia - mas chegando lá eu voltei pra casa (hahahaha). Fico pensando em como a vida vai mudar com esse novo "serumaninho" na minha vida - fico com receio de, durante a gestação, não conseguir curtir os momentos com a Sophia sendo a "filha única ". Quero passar o máximo de t...

SOUL (Contém SPOILERS)

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 A minha filha costuma acordar cedo todos os dias - e sempre está feliz, principalmente porque neste dia dormiu na cama com a mamãe (papai está resfriado e com receio de passar vírus para as meninas). Descemos para a sala e a Sophia escolheu um filme da Disney que talvez eu até já tenha visto antes, mas não havia prestado muita atenção -  SOUL . A lição do filme é simplesmente linda - o desenho não é aqueles básicos e clássicos da Disney: não tem princesa, não é extremamente cheio de cores e apelos infantis, ao contrário, aborda o tema da morte e sobre o seu propósito enquanto vive. Não sei se as crianças entenderão (eu, sinceramente acho que não), mas me deixou pensativa e me passou uma lição valiosa: o propósito da vida é VIVÊ-LA, nas pequenas coisas e momentos, e não ser o melhor jogador, o melhor pianista, etc. A gente passa a vida achando que a felicidade consiste em ter um propósito, e isso é retratado com perfeição no filme - o personagem principal tem o propósito de v...

Voltando...

 Depois de tanto, mas tanto tempo, voltei para o mundo dos blogs. Me fazia tão bem escrever no início dos anos 2000, sobre as coisas que me incomodavam, me faziam feliz, triste e, agora que me encontro em "um estado interessante", com a cabeça fervilhando e sendo urgentemente necessário a "desopilação cerebral" -  talvez escrever me ajude a lidar com tudo o que está me sufocando (quanto aos hormônios, não tem muito o que fazer: reflexos da gravidez). Espero poder contar, nem que seja apenas a mim mesma, meus sentimentos, que, no momento, estão muito bagunçados, e escrever sempre foi uma válvula de escape, quem sabe no fundo era isso de que eu precisava? É bom começar com uma breve descrição: sou a Delma, tenho 44 anos, casada com o Emerson há 14 anos e temos uma menina linda chamada Sophia Charlotte. Tive um cachorrinho, que foi um dos meus maiores amores desta vida, que viveu conosco por 12 anos - o Charlie - e que em setembro de 2022 foi para o céu e deixou um bur...