Decisões difíceis
Estava fazendo faculdade: minha terceira graduação - o curso é intimamente ligado a minha área de trabalho: Tecnologia em Transportes Terrestres na FATEC Tatuapé. Consegui terminar os 2 primeiros semestres (o curso tem 6 semestres + TG (Trabalho de Graduação)) - sem DP's e fiz amizades muito legais - e quem me conhece, sabe da dificuldade "monstra" de fazer amizades, na verdade, não sei se o problema sou eu ou são as pessoas, mas isso é um fato na minha vida desde sempre.
Não sei se foi a gravidez, a idade ou qualquer outra coisa, mas estou absolutamente sem nenhuma disposição de encarar o semestre (seria o terceiro) que já começou. Ensaiei ir até a faculdade, até fui em um único dia - mas chegando lá eu voltei pra casa (hahahaha). Fico pensando em como a vida vai mudar com esse novo "serumaninho" na minha vida - fico com receio de, durante a gestação, não conseguir curtir os momentos com a Sophia sendo a "filha única". Quero passar o máximo de tempo com ela antes dessa mudança que imagino que não seja fácil para ela também, já que a mamãe vai num primeiro momento, dar muita atenção ao recém-nascido. Isso parece uma repetição de quando estava a espera da Sophia e o Charlie, o meu amado e idolatrado filho canino teve umas atitudes de ciúmes antes de a Sossô nascer. Depois que ela nasceu, o amor dele por ela - e vice-versa - se intensificou: coisa linda de se ver.
Enfim, não gosto de abandonar as coisas pela metade, não é da minha essência, mas as indisposições, variações de humor, e, até num primeiro momento, todo o medo da gestação não ir pra frente me aterrorizaram demais - tive COVID (pela primeira vez) antes de saber da gravidez (já estava grávida e não sabia), inflamei o tendão na academia, a COVID foi embora, mas fiquei mais de um mês me sentindo estranha, resfriada, meio deprimida. Pior era o medo de a gravidez "não vingar" e outro medo muito constante era de o bebê ter alguma má formação genética. Posso até afirmar que o meu maior medo de todos era justamente este - que o bebê nascesse com alguma má-formação - essa preocupação só diminuiu quando fiz um exame genético não invasivo - o NIPT - só ele sossegou um pouco toda essa angústia.
Enfim, voltando ao cerne do assunto: quero gastar o meu tempo com o que realmente importa - a minha loirinha linda. Então, decidi dar um tempo na graduação e priorizar a Sophia, uma vez que esse curso que estava fazendo não tinha uma finalidade de subir na carreira ou evoluir no trabalho - estava cursando só para o cérebro não atrofiar. Estava gostando do curso, mas, às vezes, achava que eu, já formada com 2 graduações, sabia mais do que alguns professores. Mas estudar é sempre um aprendizado - abre a mente, permite conhecer pessoas legais e também te faz sentir jovem.
Quando a vida se rearranjar, quero voltar e terminar essa graduação.
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